Desatinos...

Este é o meu terceiro lar, meu refúgio... Onde juntoletras e tento traduzir sentimentos. É um lugar de saudade, pois sempre falo com uma certa dose de nostalgia, na verdade sou um pouco antiquada com ares de pós-moderna...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Velório e terremoto

Coração que mal cabe no peito. Há de ser grande e forte para aguentar os trancos.
Olho ao lado e vejo que masoquismo da menina moderna e transgressora é ser Amélia (vai entender?). Sempre soube que tudo era fantasia. A rebeldia se torna demodê perto dos 30.

Teve terremoto no RN e no Haiti. A terra sacudiu forte e levou gigantes. O país lamenta a morte de Zilda Arns, muitos irão conhecê-la agora. Sempre admirei a força de seus ombros. É triste imaginar a grandeza desabando.

Quase todos os dias vejo cenas de velório. Estaciono o carro perto de uma igrejinha que abriga defuntos e famílias desoladas. Às vezes me toma um pensamento egoísta quando me aproximo e vejo a movimentação [xiii morreu gente de novo, será que vou conseguir vaga de estacionamento? (parece frio, mas se torna comum quando faz parte do seu cotidiano)]. O morto de hoje não foi muito prestigiado, tinha pouca gente em seu velório. Pouca gente em velório é triste...

Ouço barulho de ursos na rua (moleques vestidos em farrapos, com máscaras e batendo tambor). Acreditem, essa é a expressão mais forte do não-carnaval da minha terra.

Nenhum comentário: